⛪ A Capela de Santa Elira e os sinos que tocam à noite
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Durante o dia, a Capela de Santa Elira parece apenas um lugar de silêncio e pedra fria.
Poucos entram.
Menos ainda permanecem.
A construção ergue-se numa das extremidades da vila, voltada para a serra, como se vigiasse algo que apenas ela consegue ver. Suas paredes carregam marcas do tempo, e a torre sineira projeta uma sombra longa quando o sol começa a desaparecer atrás das montanhas.
É depois do pôr do sol que a inquietação começa.
🔔 O som que não encontra mãos
A Irmã Meren diz que os sinos tocam à noite.
Não em horários definidos.
Não em padrões reconhecíveis.
Apenas um toque.
Às vezes dois.
Os moradores preferem acreditar que é o vento da serra, canalizado pela torre antiga. É uma explicação simples. Confortável. Aceitável.
A Irmã Meren não tem tanta certeza.
Ela afirma que já esteve sozinha na capela quando o som ecoou.
Que nenhuma corrente se moveu.
Que nenhuma rajada forte atravessou as portas fechadas.
🌒 Depois do pôr do sol
Poucos aceitam permanecer nas proximidades depois que a noite cai.
Não por medo declarado — a vila não gosta dessa palavra — mas por prudência. Há caminhos mais seguros para se fazer ao entardecer, e lugares onde não se ganha nada ficando tempo demais.
Ainda assim, viajantes ocasionalmente param ali. Alguns dizem ouvir o sino ao longe enquanto dormem. Outros acordam certos de que alguém os observa da torre, mesmo quando sabem que isso não é possível.
Nenhum deles fica tempo suficiente para confirmar coisa alguma.
🕯️ Um lugar de fé… e espera
A Capela de Santa Elira não é um local de grandes cerimônias.
É um espaço de vigília.
De promessas silenciosas.
De orações feitas mais por necessidade do que por hábito.
Talvez por isso os sinos toquem.
Ou talvez sempre tenham tocado — e só agora alguém esteja disposto a escutar.
🪨 Sobre a construção
A Capela de Santa Elira é impressa em 3D, entregue na cor cinzento, preservando as texturas e marcas naturais do processo.
As imagens pintadas apresentadas servem como sugestão artística, permitindo que cada pessoa personalize sua própria versão da capela e a integre à sua própria vila.
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A Forja de Jorren e o fogo que nunca se apaga
