CrĂ´nica de Abertura
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🏰 A Vila da Serra Cinzenta
Ninguém sabe exatamente quando a vila surgiu.
Alguns dizem que foi construĂda ao redor de uma antiga estrada comercial.
Outros juram que nasceu como refĂşgio durante guerras esquecidas.
O que todos concordam é que a Serra Cinzenta sempre esteve ali — observando, silenciosa — enquanto casas surgiam, muralhas eram reforçadas e histórias se acumulavam como camadas de pó sobre a pedra.
Ao amanhecer, a vila parece comum.
Fumaça sobe das chaminés.
Portas rangem.
Passos ecoam nas ruas estreitas.
Mas basta permanecer tempo suficiente para perceber que há mais acontecendo do que se vê.
🔔 Onde a fé encontra o silêncio
A Capela de Santa Elira domina uma das extremidades da vila.
Durante o dia, recebe poucos visitantes.
Ă€ noite, quase nenhum.
Ainda assim, os sinos tocam — ou pelo menos é o que diz a Irmã Meren.
Alguns atribuem o som ao vento da serra.
Outros evitam passar por ali depois do pĂ´r do sol.
🔨 Onde o fogo nunca se apaga
No centro da vila, a Forja de Jorren arde dia e noite.
Jorren fala pouco.
Avalia lâminas com o olhar e só aceita trabalhos que valham o desgaste do aço.
Dizem que nenhuma espada sai dali sem carregar algo do ferreiro —
paciência, dureza… ou silêncio.
Se a vila tem força, ela nasce aqui.
🍺 Onde tudo é dito — e quase nada é esquecido
Quando o dia termina, a Taberna do Estandarte Dourado se enche.
Mercadores cansados, viajantes atentos e moradores locais dividem mesas, canecas e rumores.
Muitos caminhos começam ali.
Alguns terminam antes mesmo de chegar Ă porta.
Nem toda histĂłria contada na taberna Ă© verdadeira.
Mas quase todas tĂŞm consequĂŞncias.
🛡️ Onde o perigo bate primeiro
Ă€ margem da estrada, o Alojamento do Espadachim permanece atento.
NĂŁo Ă© um quartel, nem pretende ser.
Ainda assim, quando algo ameaça a vila, é ali que todos olham primeiro.
O espadachim nĂŁo faz discursos.
Apenas observa a estrada…
e espera.
🏠Onde a vila realmente vive
As casas da vila não aparecem em canções.
SĂŁo simples.
Resistentes.
Feitas para durar.
É nelas que famĂlias crescem, viajantes descansam e decisões pequenas moldam destinos maiores.
Sem essas casas, nĂŁo haveria vila.
Apenas ruĂnas.
🌒 Uma vila incompleta — por enquanto
A vila da Serra Cinzenta nĂŁo Ă© um lugar fixo.
Ela cresce.
Se adapta.
Muda conforme novas construções surgem e novas histórias são contadas.
Estas crônicas existem para registrar fragmentos desse mundo —
não para explicá-lo por completo.
Algumas verdades precisam ser descobertas aos poucos.
Outras… talvez seja melhor que permaneçam enterradas.
🪨 Sobre as construções
As construções apresentadas nesta vila são impressas em 3D, entregues na cor cinzento, preservando as texturas e marcas naturais do processo.
As imagens pintadas servem como sugestĂŁo artĂstica, permitindo que cada pessoa personalize sua prĂłpria versĂŁo da vila.
📜 Próxima crônica
A Capela de Santa Elira e os sinos que tocam Ă noite